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Ucrânia diz que não pode descartar que Zelensky seria alvo de ataque em Odessa

Um alto funcionário ucraniano disse que não poderia excluir a possibilidade de um míssil russo ter deliberadamente visado as delegações do presidente Volodymyr Zelensky e do primeiro-ministro da Grécia quando visitaram o porto de Odessa nesta quarta-feira (6).

O míssil atingiu a infraestrutura portuária na cidade do Mar Negro na quarta-feira (6), a apenas algumas centenas de metros de distância de Zelensky e do grego Kyriakos Mitsotakis, enquanto inspecionavam as instalações de exportação de grãos do porto.

A Rússia negou qualquer plano de ataque à delegação.

“Foi realmente menos de 500 metros de nós… Você não pode descartar que foi dirigido à delegação do meu presidente ou à delegação do convidado estrangeiro”, disse Ihor Zhovkva, um alto conselheiro diplomático, à CNN em uma entrevista.

Tanto Zelensky quanto Mitsotakis compareceram a uma coletiva de imprensa na quarta-feira (6) para dizer que testemunharam a ação. Cinco pessoas foram mortas no ataque, disseram os militares ucranianos.

Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, disse que a Rússia não tinha como alvo as delegações e que era óbvio “para todos” que não havia nenhum ataque planejado contra a comitiva.

O Ministério da Defesa da Rússia disse em um comunicado na quarta-feira (6) que suas tropas atacaram um hangar que abriga drones navais ucranianos no porto, acrescentando que “o objetivo foi alcançado”.

A infraestrutura portuária ucraniana no Mar Negro tem sido um alvo constante dos ataques russos, que foram intensificados desde julho passado, quando Moscou saiu de um acordo negociado pela ONU que permitiu a passagem segura dos grãos ucranianos e Kiev estabeleceu seu próprio corredor de exportação.

Zhovkva disse que o míssil de quarta-feira foi lançado da Crimeia, a península ucraniana do Mar Negro anexada pela Rússia em 2014.

“O míssil levou menos de três minutos para alcançar o alvo, o local do porto de Odessa”, disse Zhovkva.

Se a Ucrânia tivesse defesas aéreas suficientes, acrescentou, “este míssil balístico poderia ter sido interceptado”.


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