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Militares tiveram “comportamento desleal“ em comissão que acompanhava eleições de 2022, diz Barroso

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, disse que militares das Forças Armadas tiveram comportamento “desleal” na Comissão de Transparência das Eleições (CTE) quando tentaram obter informações para levantar suspeitas e facilitar ataques ao pleito de 2022.

A fala aconteceu nesta sexta-feira (8), durante uma aula magna na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

“Convidei alguns representantes das Forças Armadas para estar dentro do TSE numa comissão de transparência e ajudar a dar transparência e ajudar na segurança, com lealdade, evidentemente, que é um valor que se ensina nas Forças Armadas”, afirmou Barroso.

“Por uma má liderança, em vez de ajudarem, ficaram tentando obter informações para levantar suspeitas e facilitar os ataques, e chegaram a ponto de publicar informações reservadas dos programas na rede social para facilitar as pessoas a nos atacarem. Comportamento desleal, não dá instituição, mas apenas dos que foram conduzidos por uma má liderança”, prosseguiu.

A Comissão de Transparência das Eleições foi criada por Barroso em 2021, enquanto presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O colegiado tem como objetivo aumentar o diálogo com instituições públicas e segmentos sociais para aprimorar o processo eleitoral.

Faziam parte da comissão representantes de instituições e órgãos públicos especialistas em tecnologia da informação e integrantes da sociedade civil. Segundo o presidente do STF, os representantes das Forças Armadas foram convidados “porque não tinha nada para esconder”, enquanto a lisura das eleições era discutida.

Segundo Barroso, “felizmente as coisas começam a voltar ao normal agora”, mas é preciso pensar, como revelam investigações da Polícia Federal, que se chegou “mais perto do que imaginávamos”, no século 21, de um “planejamento de golpe de Estado”.

“Como se fosse possível voltar década de 60 a cultura de República das Bananas. Foi esse o risco que nós vivemos no Brasil”, citou.

Porém, de acordo com o ministro, “as instituições venceram”.  E citando o filósofo Friedrich Nietzsche, disse que “senão me mata, me fortalece”.

“Eu acho que nós saímos disso tudo melhor do que entramos”, finalizou.

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