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Dividendos extras da Petrobras ainda podem ser decididos em assembleia, diz Prates

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Uma proposta de distribuição de 50% dos dividendos extraordinários possíveis de 2023 pela Petrobras continua na mesa e poderia ser aprovada em assembleia de acionistas prevista para abril, afirmou nesta segunda-feira (11) o presidente da companhia, Jean Paul Prates, à Reuters.

Para o executivo, a decisão do conselho de administração, por maioria, de reter 100% dos cerca de R$ 44 bilhões possíveis de dividendos extraordinários em uma reserva estatutária foi um percalço e um ruído “perfeitamente contornável”.

Na sexta-feira, após a divulgação da decisão, as ações da Petrobras despencaram cerca de 10%.

“Na assembleia, pode haver uma deliberação sobre isso (50/50) ou logo depois da assembleia. A proposta de 50/50 não morreu, e não foi enterrada porque eu me abstive”, disse Prates.

Na decisão sobre o assunto, o colegiado teve maioria contra os dividendos extraordinários, principalmente pela decisão dos conselheiros reunidos à União, que são a maioria.

Prates lembrou que a sua diretoria havia proposto distribuir 50% do valor possível em dividendos extraordinários, o que não foi acatado pelo colegiado.

A Reuters publicou na sexta-feira, com base em fontes governamentais, que a decisão do conselho de administração da Petrobras teria partido do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e o governo quer que a empresa utilize os recursos para investimentos.

Prates negou nesta segunda-feira que Lula tenha dado uma ordem direta sobre o tema.

“Lula nem vetou, nem mandou fazer. Ele ouviu os debates, mas não deu nenhuma ordem. Nenhuma ordem direta ele deu”, afirmou o CEO.

Questionado se o impasse gerado pela decisão do conselho pode levá-lo a sair do comando da Petrobras, Prates afirmou que “não tem chance nenhuma de eu pedir (para sair)”.

“Não tem menor razão ou motivo para colocar carga à disposição. Não sinto uma posição a esse ponto e não fiz nada de errado.”

As ações da Petrobras subiram cerca de 1% por volta das 15h15.

Reversão possível

O CFO da Petrobras, Sérgio Caetano Leite, afirmou na sexta-feira que é remota a possibilidade legal de que uma companhia incorpore ao seu capital recursos bilionários destinados à reserva estatutária para dividendos.

Em coletiva de imprensa, ele ainda negou que tal incorporação, que eventualmente poderia liberar mais recursos para investimentos, estuda em análise pela empresa.

A Petrobras perdeu mais de R$ 55 bilhões em valor de mercado na semana passada, após a companhia frustrar investidores ao não anunciar dividendos extraordinários com a divulgação do resultado trimestral na quinta-feira à noite.

“Posso dizer que essa questão (da queda das ações) é superável e sabe por quê? Porque nosso plano estratégico continua o mesmo e é aquele que os acionistas acreditaram, gerando uma valorização da empresa em dólar no ano passado de 100% e a gestão segue a mesma”, disse Prates.

“As pessoas que fizeram o plano e sabem fazer o plano a seguir na empresa. O que houve esse percalço dos dividendos não pagos agora, mas que estão numa conta que é de dividendos. Perfeitamente contornável esse ruído.”

Prates vai se reunir nesta segunda-feira com Lula em Brasília, mas destacou que a reunião já estava programada.

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